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Bullying | Preceptoria | Roda dos Expostos | Cosmoética | Educação Financeira

 

 

 

 

Entendendo o fenômeno pela abordagem conscienciológica

 

 

  • Autor: Felipe Ennes Silva
  • Minicurriculum: Biólogo, com Mestrado em Zoologia, tem como foco de interesse a pesquisa na Primatologia desenvolvendo pesquisas com primatas não humanos neotropicais. Foi professor de Biologia e Ciências Naturais lecionando no município de Porto Alegre para jovens em situação social de risco. Atualmente trabalha com pesquisa e conservação de Primatas na Amazônia.
  • E-mail: interfaceh@gmail.com
  • Telefone: (51) 8589 7982
  • Endereço: Rua Bezerra de Menezes, 248/402 - Bairro Passo d'Areia
  • Instituição: Evolucin - Associação Internacional de Conscienciologia para a Infância

 

Resumo
O presente trabalho aborda fenômeno bullying considerando aspectos do paradigma consciencial. Inicialmente são apresentadas características do bullying, o ciclo de violência e a ressoma, traços característicos do agressor e da vítima, os estereótipos e a fatuística. Na segunda parte são apresentadas formas de profilaxia e de superação do problema considerando ações governamentais, a escola, a família e o indivíduo. Finalmente é abordado o autoconhecimento como forma de libertação do ciclo agressor-vítima.

 

BULLYING: ENTENDENDO O FENÔMENO PELA ABORDAGEM CONSCIENCIOLÓGICA

 

I – BULLYING

 

1 – Caracterização do problema
Definição. O bullying é a expressão adotada para se referir ao conjunto de manifestações agressivas, intencionais e sistemáticas nas relações desiguais de poder entre os pares (Smith & Brain, 2000; Smith et al 2002; Fante, 2005; Aalsma & Brown, 2008).


Sinonimologia. Assédio interconsciencial sistemático; Humilhação pública recorrente; Agressão física e psicológica; Mobbing (Noruega e Dinamarca); Mobbning (Suécia e Finlândia); Harcèlement quotidién (França); Prepotenza ou Bullismo (Itália); Yjime (Japão); Agressionen unter shülern (Alemanha); Acoso e amenaza entre escolares (Espanha); Maus tratos entre pares (Portugal).


Antonimologia. Amparo interconsciencial; Convivialidade sadia; Assistencialidade; Fraternismo; Universalismo; Amizade; Tares.


Etimologia. O termo bullying deriva da palavra bully, sendo esta, de origem inglesa cujo significado é "valentão"; "tirano"; "intimidador". De acordo com Rolim (2008), a definição empregada desaconselha traduções evitando reduções semânticas que descaracterizam o fenômeno denotado na expressão original. Por isso, é um termo universalmente aceito e empregado.


Educação. A análise deste tema tem como base a experiência pessoal do presente autor no contexto da educação formal oferecida pelas instituições de ensino na Socin nas seguintes situações:

  1. Agressor. Participação de situações que caracterizam o agressor;
  • Agredido. Participação de situações que caracterizam o agredido;
  • Educador. Experiência como Educador que permitiu identificar situações semelhantes às vivenciadas na infância.

Objetivo. O presente trabalho tem como objetivo analisar o fenômeno bullying através de uma abordagem conscienciológica e apresentar formas de superação tendo como base a experiência pessoal e os casos recentes em nossa Socin.


Métodos. Inicialmente foram revisadas publicações de livros e periódicos científicos sobre o tema, verificadas as vivências pessoais e os fatos divulgados na mídia (Cosmograma). Após esta etapa, foi realizada a análise embasada no paradigma conscienciológico.


Importância. Assim, o presente trabalho é importante para o entendimento do fenômeno bullying através de uma abordagem mais ampla, multidimensional e das implicações para as consciências envolvidas neste processo.


Pesquisa. Em pesquisa recente, a ONG Plan Brasil mostrou a incidência de bullying no Brasil num universo 5.168 alunos de 25 escolas (públicas e privadas) em todas as regiões do Brasil (Plan Brasil, 2009).


Incidência. De acordo com a pesquisa, a ocorrência do bullying emerge em um clima generalizado de violência no ambiente escolar, considerando-se que 70% da amostra de estudantes responderam ter presenciado cenas de agressões entre colegas, enquanto 30% deles declararam ter vivenciado ao menos uma situação violenta no mesmo período.


Identificação. Contudo, estes números são conservadores, pois de acordo com a Plan Brasil (2009), os próprios alunos não percebem claramente os limites entre brincadeiras, agressões verbais relativamente inócuas e maus tratos violentos. Tampouco percebem que pode existir uma escala de crescimento exponencial dessas situações.


Critérios. Entre os critérios principais na identificação e diagnóstico do bullying estão:

  1. É um comportamento agressivo, individual ou grupal, intencional com objetivo de subjugar a vítima;
  2. Ocorre de maneira sistemática. Uma discussão ou briga eventual entre alunos não caracteriza-se como bullying;
  3. Ocorre entre pares mostrando a disparidade de poderes.

Tipologia. Tradicionalmente, são considerados três tipos de bullying:

  • Direto Físico: agressões físicas diretas como socos, chutes, empurrões, furto, roubo, vandalismo, extorsão e submissão do outro a condições humilhantes;
  • Direto e Verbal: envolve comentários preconceituosos, intolerantes quanto às diferenças, insultos e apelidos;
  • Indireto: exclusão e isolamento do outro pela fofoca, pela disseminação de boatos e de calúnias.

Cyberbullying. Além destes, o uso de meios eletrônicos de comunicação como celular e internet, para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial, caracteriza-se como “cyberbullying” (Li, 2007; Smith et al 2008). Neste caso, a tecnologia é usada como um novo instrumento de viabilização do comportamento agressivo inerente do agressor.


Pensenes. Pela Pensenologia, o simples ato de pensar mal de uma pessoa de maneira reincidente gera a sedimentação de um padrão de pensamentos, sentimentos e energias que poderá predispor a consciência alvo a, pelo menos, um dos tipos de bullying citados acima.


Conselho de Classe. Tal mecanismo também ocorre quando o professor entra em sala de aula com uma idéia preconcebida acerca de um aluno. Muitas vezes esta idéia é reforçada no Conselho de Classe, momento em que todos os professores refletem sobre o desempenho escolar de seus alunos.


Estigmatização. Neste caso, ocorre a estigmatização do aluno começando pelo aspecto energético e que acaba sendo tratado como “um caso perdido”, “não tem jeito”, “é burro”.


Retroalimentação. O aluno, por sua vez, tem o comportamento alterado seja pela agressividade ou pela retração de suas manifestações. É um processo retroalimentador.   


Megapensene. O megapensene trivocabular “Patopensenes geram assédios” sintetiza a idéia acima. 


2 – Ciclo de Violência e Ressoma
Ciclo. O ciclo vítima-agressor em que a vítima torna-se agressor e o agressor, possivelmente, já foi vítima tem sido demonstrado em estudos recentes (Ma, 2001; Frisen et al., 2007).
Família. Este ciclo geralmente tem início fora da escola em decorrência das situações de violência vivenciadas pela criança em casa (Mustanoja et al., 2011). Entre estas situações podemos citar as três abaixo:

 

  1. Pai x Mãe. O pai que agride física ou verbalmente a mãe e vice-versa;
  2. Pais x Animais. O pai ou a mãe que espanca o cachorro ou o animal de estimação;
  3. Pais x Filhos. O pai ou a mãe que agride física ou verbalmente os filhos.

Sinergia. Konner (2011) coloca a sinergia de fatores ambientais e genéticos no desenvolvimento do comportamento agressivo. A mesologia tem um peso importante a despeito de predisposições genéticas e hormonais (Fig. 1), pois ao mesmo tempo em que é um fator desencadeador também é reforçado pelo padrão de estímulos das consciências presentes neste contexto.
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Figura 1 – Ciclo de violência a partir da influência mesológica. Note que, neste caso, o ambiente influencia no comportamento violento e acaba sendo retroalimentado.

Estímulo. Este conjunto de estímulos violentos leva a criança ao aprendizado da resolução de conflitos através da violência. Ou ainda ocorre a retração das manifestações daquela consciência que perde autoestima e autoconfiança. Esta criança terá facilidade de tornar-se agressor, vítima ou ambos.
Ressoma. Pela Ressomatologia, os seguintes fatores influenciam na ressoma das consciências:

    • Mesologia: o meio ambiente, a pressão do Holopensene, os discursos culturais.
    • Genética: a hereditariedade, o genoma, os alelos recessivos e dominantes.
    • Paragenética: a genética integral, a herança de si mesmo, o somatório de vivências de suas múltiplas ressomas.

Parageneticologia. Ferraro (2011) sintetiza a abordagem da Parageneticologia através dos seguintes fatores:

 

  1. Paragenótipo. Herança extrafísica ou multimilenar da consciência. Egocarmalidade;
  2. Neogenótipo. Os genes recebidos dos progenitores (grupocarmalidade);
  3. Mesologia. O somatório dos holopensenes (influência das dimensões extrafísicas) e dos ambientes (influência da dimensão física ou material);
  4. Neofenótipo. Este traço é o produto dos fatores acima. É o novo conjunto de traços físicos, energéticos, emocionais, mentais e conscienciais.

Evolução. Quanto maior o nível evolutivo da consciência maior a influência da Paragenética sobre a Mesologia e a Genética. Por outro lado, de acordo com Pontes (2006) o grau de intrafisicalização apresentada pela conscin em sua manifestação é a medida da influência mesológica sobre esta. “Os holopensenes, sadios ou doentios, influem vigorosamente sobre a pensenidade e comportamento das conscins incautas em face dessa realidade” (Ferraro, 2011).


Pais. O agente de influência mesológica mais próximo da conscin são os pais ou responsáveis seguidos dos professores e colegas (Pontes, 2006). Lopes Neto (2005) demonstra algumas posturas e características das famílias de vítimas e agressores e que podem ser desencadeadores deste tipo de compotamento (Tabela I).


Escola. A escola como instituição representa, num contexto mais restrito, o conjunto de normas, condutas e valores da sociedade onde está inserida. 

 

 

Tabela 1 – Posturas familiares desencadeadoras de bullying.


Vítimas

Agressores

  • Proteção excessiva gerando dificuldade de auto-superação e autodefesa
  • Desestruturação familiar
  • Tratamento infantilizado causando desenvolvimento psicológico aquém do aceito pelo grupo
  • Relacionamento afetivo pobre
  • Papel de “bode expiatório” da família sendo responsabilizado pelas frustrações dos pais
  • Excesso de tolerância e permissividade
  • Excesso de crítica por parte dos pais tolhendo a capacidade de experimentação da criança
  • Maus tratos físicos ou explosões emocionais como forma de afirmação de poder dos pais

 

3 – Características de agressores e de vítimas
Gênero. Apesar de Schwartz et al (2001) e Smith et al (2002) não encontrarem diferenças significativas na incidência e tipologia de bullying em relação à variável “gênero”, algumas diferenças são apontadas em Carney & Merrell (2001), Sawyer et al (2008) e em Rolim (2008). Segundo estes autores meninos estão mais envolvidos tanto na condição de vítima como de agressor. Entre estas diferenças estão:

  • Tipologia. Meninos são mais envolvidos nas agressões físicas diretas e pelas ameaças enquanto meninas são mais atingidas pelas práticas indiretas como exclusão, maledicência e intriga. Li (2005) aponta o cyberbullying como um dos tipos usado preferencialmente por meninas.
  1. Alvo. Meninas tendem a praticar bullying com outras meninas enquanto meninos praticam com colegas de ambos os sexos.
  2. Freqüência. Meninos se envolvem mais freqüentemente em episódios de bullying do que as meninas.

Recursos. Konner (2011) aponta que a diferença entre gênero em relação à agressividade evoluiu da necessidade da disputa por recursos, inclusive pela reprodução. Neste sentido, a disputa macho-macho pela reprodução pode ter sido importante na evolução do comportamento agressivo, sobretudo em meninos.


Sintomatologia. Entre os sintomas que identificam o Bully ou agressor, estão os 5 abaixo (Carlson & Coenell, 2008; Fante, 2005; Wrong et al, 2008):

  • Autoritário. Exterioriza sua autoridade sobre os outros;
  • Bélico. Apresenta atitudes hostis, desafiantes e agressivas com pais e irmãos, chegando a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou diferença de força física;
  • Dinheiro. Porta objetos ou dinheiro sem justificar a origem;
  • Manipulação. É habilidoso para “sair-se bem de situações difíceis”;
  • Roupas. Regressa da escola com as roupas amarrotadas e com ar de superioridade.

Traços. Entre os traços da personalidade mais proeminentes do agressor, estão os 11 abaixo:

  • Anticosmoética. Desconsidera a cosmoética, o fraternismo e o universalismo;
  • Agressividade. Possui agressividade instintiva típica do subumano, do animal humano ou do homem primata;
  • Bairrismo. Apresenta atitude antiuniversalista em relação àqueles que são de localidades diferentes. No contexto escolar, esta postura é notável com os alunos que vêm de outras escolas, bairros, cidades, Estados ou países;
  • Barbárie. Há manifestação da agressividade potencializada pelo efeito do grupo refletindo o grau de restringimento, de manifestação do porão consciencial e/ou do patamar evolutivo do agressor;
  • Belicismo. Tendência instintiva à agressividade na resolução dos conflitos. No contexto da criança e do adolescente, a indústria dos brinquedos e dos jogos de guerra começa cedo o aliciamento dos futuros soldados e combatentes. Cabe aos pais evitar este tipo de estímulo;
  • Falaciosidade. Cria comentários, fofocas, calúnias difamadoras com intuito de prejudicar, excluir e subjugar os outros;
  • Imaturidade. Não atingiu a maturidade integral, biológica, psicológica ou mental não refletindo sobre a conseqüência de seus atos;
  • Impunidade. Sensação de impunidade diante dos atos anticosmoéticos que são rotineiros
  • Manipulação. Apresenta habilidade de livrar-se de situações difíceis reforçando a sensação de impunidade;
  • Preconceito. Apresenta conduta anti-universalista e preconceituosa;
  • Vandalismo. Usa objetos, bens particulares ou públicos para exteriorizar sua agressividade.

Sintomatologia 2. Entre os sintomas das vítimas de bullying estão os 40 apontados na tabela II divididos em quatro grupos: somáticos, energossomáticos, psicossomáticos e mentaissomáticos  (Fante, 2005; Lopes Neto 2005; Gini, 2008; Magin et al, 2008):


Traços. Entre os traços da personalidade mais proeminentes da vítima, estão os 09 abaixo:

  • Acanhamento. Apresenta o comportamento retraído, tímido e inseguro;
  • Autoengano. Apresenta autocorrupções;
  • Autovitimização. Mantém a condição de vítima da situação muitas vezes para conseguir atenção;
  • Anorexia e Bulimia. Apresenta alterações no comportamento alimentar desencadeado por fatores psicológicos;
  • Desestabilidade. É comum apresentar labilidade parapsíquica e emocional;
  • Autoestigmatismo. Reforça os trafares sedimentando sua condição de vítima;
  • Fobias e Pânicos. Tem episódios de fobia excessiva e síndromes de pânico principalmente no contexto escolar;
  • Fracassos. Tem queda no rendimento, nas notas e fracassa nas atividade que realiza. Está diretamente relacionado à baixa autoestima;
  • Sociopatia. Tem sociofobia, exclusão social e evita locais onde há relações sociais.

Superexposição. A superexposição patológica que as consciências envolvidas neste processo são submetidas gera retração de suas potencialidades e desenvolvimento da visão trafarista de si.
Inibição. Ocorre, então, a inibição dos trafores da consciência que começa a conviver com a baixa autoestima e insegurança pessoal.


Hikikomori. Há casos extremos, como no Japão, onde jovens de 13 a 25 anos, em média, aderem ao autoenclausuramento em seus quartos evitando qualquer forma de convívio social. Tal fenômeno é denominado "Hikikomori", termo que significa "reclusão" ou "isolamento".

Tabela II – Sintomas apontados pelas vítimas de bullying.

 

Somáticos

Energossomáticos


Psicossomáticos

Mentaissomáticos

Contusões, feridas, cortes e arranhões. Autoagressão

Ignorância em relação à Energossomática e à aplicação das bioenergias

Insegurança de ir à escola, ansiedade, pânico e relatos de medo

Mau rendimento escolar

Enurese noturna

Ausência de força presencial

Gastos altos na cantina da escola.

Desinteresse pelos estudos

Cefaléia

Energias entrópicas facilitando a interação com assediadores

Raramente possui amigos tendendo a isolar-se do convívio social

Reprovação de ano

Dor epigástrica, Vômitos, Síndrome do Intestino Irritável, Falta de apetite

Materialização e efeitos físicos proporcionados por assediadores e gerando Macro-PK destrutiva

Mudanças de humor inesperadas, apresentando explosões de irritação e agressividade. Histeria Predomínio das emoções.

Diminuição ou anulação da racionalidade e da lógica na avaliação das pessoas, ambientes e fatos sob a ótica predominante do mentalsoma

Desmaios

Tendências a acoplamentos anticosmoéticos e patológicos

Apresenta aspecto contrariado, triste, infeliz, aflito ou deprimido (Melancolia Intrafísica precoce).

Desorganização

Dor em extremidades

Tendência a sofrer vampirazações de consciexes energívoras

Regressa da escola com as roupas rasgadas ou sujas e com o material escolar danificado.

Perda de memória

Hiperventilação

Intoxicação energética gerada pelos acoplamentos

Alterações do sono

Dificuldade de expressar idéias de forma clara

Queixas visuais

Passividade energética

Paralisia

Brancos e apagões na lucidez

Psoríase e acne

Estafa energossomática

Anorexia e/ou bulimia

Obnubilação mental

Vertigens

Bloqueio de chackras

Tentativas de Suicídio

Diminuição da lucidez


Epidemia. O Ministério da Saúde daquele país considera o Hikikomori uma epidemia onde cerca de 1,2 milhões de jovens encontram-se nesta condição, 25% deles há mais de cinco anos, e 8% há mais de dez. (Teo 2010). Sua gênese é atribuída ao Sistema Educacional extremamente rígido, competitivo e opressor.


4 – Estereótipos e fatuísticas
Estereótipos. O agressor classifica a consciência a partir de características que se enquadram em estereótipos específicos como os 6 abaixo, sempre com intenção depreciativa:

  • Estatura – o “baixinho”, “anão de jardim”, “pintor de rodapé”; o “alto”, “gigante”, “girafa”, “bambu de cutucar estrela”;
  • Classe social – o “rico”, burguês, playboyzinho; o “pobre”, “pé rapado”, “povão”, “chinelo”;
  • Comportamento – o “calado”, “tímido”, “estranho”, “esquisito”, “exótico”, “diferente”;
  • Cor da pele – o “negro”, “neguinho”, “negão”, “macaco”; o “branco”, “branquela”, “alemão”;
  • Peso corporal – o “gordo”, “gorducho”, “baleia”; o “magro”, “magrelo”, “palito”;
  • Esporte – o “pereba”, “perna de pau”, “manco”, “descoordenado”.

Perfilologia. Há casos onde a conscin apresenta um perfil diferenciado e que gera depreciação pelos outros, justamente porque possui algo a mais (Gênio da matemática de 14 anos relata desprezo e medo de bullying; www.estadao.com.br/noticias/geral; acessado em 24-02-2012 às 13:40.
Passividade. Também há situações onde a passividade e o acanhamento são estopins para este tipo de fenômeno.
Provocações. As constantes provocações de colegas deixaram à beira da morte a estudante M. de 14 anos em Porto Alegre. (Gonzatto, Marcelo. O drama do Bullying: Quando ir à escola é um pesadelo.M., 14 anos, humilhada devido ao formato de seu nariz, às roupas simples e ao jeito tímido, mudou-se para o Interior após uma tentativa de suicídio. Zero Hora | N° 16330, 09-05-2010).
Reclamações. Na escola, a aluna da 6ª série do Ensino Fundamental sofria quieta. Em casa, queixou-se para a mãe que, exemplo do que ocorre em muitos casos, aconselhou a não se importar com os colegas.
Escola. Quando a mãe percebeu que a garota demonstrava sinais de depressão e revolta, meses depois, procurou a direção do estabelecimento. A resposta foi de que se tratava de “coisa de adolescente”, e nenhuma providência eficaz foi tomada como acontece em outras situações.
Plástica. Diante deste cenário, o estado psicológico da estudante ficou bastante alterado. Implorou para a família por uma cirurgia plástica no rosto. Dormia com um prendedor de roupas apertado na ponta do nariz na ilusão de que poderia remoldar suas feições.
Internação. Foi internada em uma clínica, por depressão grave, durante um mês. Depois de receber alta e voltar para a escola, as agressões continuaram.
Overdose. Não suportando os comentários depreciativos devido ao formato levemente arredondado de seu nariz, às roupas simples e ao jeito tímido, a estudante tomou uma overdose de antidepressivos.
Carta. Quando chegou em casa, a mãe encontrou M. caída, e o frasco de remédio, vazio. Em uma carta, a estudante havia escrito:
“Sofro muito porque sou humilhada e envergonhada pelos meus colegas com insinuações, desenhos maldosos e xingamentos por ter o meu nariz grande. Eu sofro de depressão, já fui internada por causa disso, não tenho vontade de estudar (...)”.
Relato. Foi internada novamente no Hospital por três dias onde deu o seguinte relato:
“Começava a desenhar no meu cantinho, para ver se me deixavam em paz. Aí eles diziam que eu desenhava igual a um menino. Então abria o livro e tentava estudar, mas aí ficavam brabos e diziam que eu queria aparecer para a professora. Não sei por que não gostavam de mim”.


Transferência. Diante da situação, a família transferiu a estudante de cidade e de escola. Dois pontos principais são importantes sobre este caso:

  • O quê desencadeou todo o processo? Teria este caso uma gênese em outras ressomas? Qual a relação entre a vítima e seus algozes?
  • Na outra escola, será que M. terá uma vida social normal com seus colegas? Estaria ela livre deste problema apenas pela mudança de ambiente?

Assedialidade. As relações patológicas entre as consciências envolvidas (vítimas e algozes) estão diretamente relacionadas aos assédios interconscienciais. (Inquérito apura suicídio de pai que virou ativista após filho se matar por bullying; http://www.estadao.com.br/noticias/geral acessado em 24/02/2012).


Acidentes. A sedimentação da relação assediadora predispões as consciências envolvidas a acidentes de percurso (Gonzato, Marcelo & Gava, Renato; Perseguição Mortal: bullying tem desfecho trágico; http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora; acessado em 14/05/10 às 10:39).
Interprisão. As interprisões grupocármicas evidenciadas neste tipo de relação reforçam o ciclo vítima-algoz. (Vítima de bullying ataca agressor com canivete; http://www.estadao.com.br/noticias/geral; acessado em 24-02-2012 às 14h52min).

 

II – MEDIDAS PROFILÁTICAS E A SUPERAÇÃO DO PROBLEMA
Políticas Educativas. O fenômeno Bullying é comum em escolas de todo o mundo e até o momento são poucas as políticas educativas nas instituições de ensino que estudem a fundo a questão (mas ver Fante 2005; Wong, 2008).
Ação. Como forma de redução, prevenção e superação deste problema sugere-se uma ação conjunta entre Governo, Escola, Família e Indivíduo.
1 – Ações Governamentais
Governo. Da parte governamental, as seguintes ações já se tornaram realidades:

  • Leis Municipais e Estaduais de prevenção e redução da violência escolar e particularmente do bullying (e.g. Lei Municipal nº 10.866 Porto Alegre; Lei Estadual n° 5369/09 Rio Grande do Sul).
  • Indenizações às vítimas de bullying. (Pais de estudante terão de indenizar em R$ 8 mil vítima de bullying em MG; http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia acessado em 25-02-2012 às 09h29min).
  • Elaboração e implementação de Programas Antibullying nas escolas.

Programas. Em meados da década de 1980 foi implementado na Noruega o Programa de Prevenção do Bullying criado pelo pesquisador Dan Olweus, da Universidade de Bergen. Ainda hoje é considerado como o mais bem documentado e efetivo na redução do bullying e na melhoria da convivialidade sendo usado como modelo em diversos países.


Fatuística. O programa antibullying "Educar para a paz", desenvolvido pela professora Cleo Fante, foi implementado pioneiramente no Brasil abrangendo um universo de 450 alunos, de 1ª a 8ª série.
Realidade. Na primeira fase de implantação do programa - conhecimento da realidade escolar – identificou-se que 67% dos alunos estavam envolvidos em bullying. Desses, 26% eram vítimas, 22% eram agressores e 19% eram vítimas agressoras.


Resultados. Após um semestre de execução das estratégias psicopedagógicas antibullying, houve a redução para 10% de envolvimento. No final de dois anos, havia apenas um resíduo de 4% de casos de bullying (www.bullying.pro.br acessado em 29-02-2012 às 15h46min).


Responsabilidade. De acordo com a pesquisa da ONG Plan Brasil (2009), a responsabilidade pela emergência de fatores desencadeadores da violência entre estudantes é mutuamente atribuída à Família e à Escola. As famílias são acusadas de não assumirem a socialização adequada das crianças. Os profissionais das escolas são acusados de desinteresse, incompetência, alienação em relação às necessidades e aos problemas dos alunos. Tudo isso explicaria a ausência de procedimentos que imponham limites aos comportamentos inadequados no ambiente escolar.


2 – Escola
Escola. Da parte da Escola as seguintes medidas são importantes:

  • Ter uma conduta e uma visão traforista dos alunos ressaltando suas qualidades e melhorando sua autoestima. Se eu souber o que sou e o que tenho, ninguém poderá me convencer do contrário. Isso inclui a recin dos próprios professores que geralmente têm baixa autoestima, estão desmotivados ou mesmo com a Síndrome de Burnout (ver Carlotto 2002; Carlotto 2011);
  • Estabelecer normas e regras de conduta que fiquem explícitas aos alunos, professores e funcionários;
  • Preparar professores e funcionários para lidar com o problema. Os funcionários como “o tio da portaria” ou a “tia da cantina” muitas vezes têm maior cumplicidade com os alunos do que os professores e a direção da escola;
  • As questões do convívio social, dos padrões que regem as relações entre as pessoas e dos direitos de cidadania a que todos devem ter acesso devem ser trabalhadas no conteúdo de todas as disciplinas da grade curricular de forma transdisciplinar (sobre Transdisciplinaridade na educação, ver Santos 2008);
  • Proporcionar mecanismos de queixa às agressões tais como urnas ou bilhetes que mantenham o anonimato da acusação;
  • Implementar práticas restaurativas nas escolas.

Justiça Restaurativa. Nas práticas restaurativas substitui-se a punição pela restauração da relação entre as partes não havendo a polarização vítima e agressor já que, muitas vezes, estes papéis se invertem ou se sobrepõem.


Círculos Restaurativos. Nos círculos restaurativos chama-se a vítima, o agressor, o professor e/ou o funcionário da escola que presenciou a agressão ou que sabe do histórico dos envolvidos, alunos que testemunharam o fato e há o mediador que tem um papel neutro para conduzir a negociação.


Sociedade. Em alguns casos chamam-se também a família, membros da comunidade e Instituições Sociais que possam contribuir para a Educação para a Paz.


3 – Família
Família. A família deve sempre estar atenta aos sintomas descritos anteriormente e estabelecer uma relação de diálogo aberto com a criança ou adolescente.
Alvo. Pontes (2006) aponta as inter-relações familiares como o principal alvo das reclamações relacionadas à influência da mesologia como agente dificultador. Tal fato demonstra o despreparo das famílias no processo de educação e formação de valores dos filhos diante da influência do meio.
Grupocarma. Muitas vezes esta relação está pautada na Lei de Inseparabilidade Grupocármica em que as múltiplas ressomas do ciclo multiexistencial da consciência ainda são fortemente influenciadas pelo critério da Grupocarmalidade (Vieira 1994).
Recin. É necessário que ocorra uma reciclagem de valores e condutas dos pais que são o referencial para as crianças. Este é o ponto mais complicado tendo em vista a noção de “propriedade” do filho que muitos pais têm.
Medidas. Dentre as medidas importantes na reeducação para a paz que a família pode adquirir estão:

  • Eliminação de condutas violentas seja contra esposa, marido, filho, cachorro ou porta. Você é o referencial mais importante para seu filho, educa-se pelo exemplo;
  • Estabelecimento de diálogo aberto com as crianças predispondo-se a escutar e entender os ideais e valores que ela apresenta;
  • Diminuição ou eliminação de estímulos violentos tais como: brinquedos de guerra, armas de brinquedos, filmes violentos ainda que “feitos para crianças” (veja qualquer filme de super-heróis); jogos de video game ou computador violentos (e.g. Grand Theft Auto: você é o criminoso e tem como objetivo roubar carros, assaltar, brigar com gangues de rua, entre outros);
  • Criação de um holopensene familiar favorável, otimizador e catalisador da educação dos filhos. “A harmonia doméstica é factível a partir da geração de pensenes hígidos” (Pontes 2006);
  • Estar sempre atento aos sintomas típicos da participação de comportamentos agressivos, seja como vítima ou como agressor.

4 – Indivíduo
Indivíduo. Com o apoio dos setores citados acima, a criança deve ter oportunidade de expressar sua visão diante dos fatos, seja como vítima ou agressor. No entanto, é importante considerarmos as seguintes variáveis na análise da superação dos traumas gerados pela violência na escola:

  • Importância. Qual a importância e influência estes episódio tiveram na formação e no desenvolvimento social desta criança?
  • Superação. Como é a autoestima e autoconfiança desta criança e que fatores podem ter contribuído para o fortalecimento ou não destes traços (genética, paragenética ou mesologia)?
  • Adultidade. Os episódios relacionados com o bullying ocorridos na infância ainda influenciam na idade adulta? Como? Em que grau?
  • Antecedentes. Quais as condições antecedentes desta consciência em relação à Paragenpetica, às idéias inatas e ao holocarma pessoal?

5 – Autoconhecimento
Libertação. A libertação e o rompimento do ciclo vítima-agressor vem com o autoconhecimento, com a propriedade dos trafores e com o exemplo positivo de conduta pautada na vontade forte e na intencionalidade.
Bioenergias. O domínio de manobras energéticas propostas pela Conscienciologia, sobretudo o Estado Vibracional (EV), é fundamental na profilaxia e na terapêutica dos assédios intercosncienciais (ver Couto 2010 sobre superação de assédios interconscienciais).
Auto-suficiência. De acordo com Steiner (2004) os seguintes trafores são importantes na auto-suficiência energética, condição que possibilita esta superação:

  • Auto-organização. Linearidade nas priorizações;
  • Cosmoética. Autoridade moral diante dos assediadores;
  • Determinação. Firmeza nas decisões pró-evolutivas;
  • Persistência. Continuísmo nas conquistas evolutivas;
  • Posicionamento pessoal. Opção pelo melhor e descarte pelo pior;
  • Pragmatismo. Conscin teática;
  • Sensibilidade. Percepção e discriminação das energias conscienciais;
  •  Vontade. Deliberação íntima irrevogável a favor da evolução.

Evoluciologia. Pela Evoluciologia, a evolução consciencial é um processo natural, direcional e inevitável. Contudo, o autopesquisador interessado em atingir outros patamares evolutivos de forma dinâmica, deve identificar quais os fatores inibidores deste processo para superá-los.
Invexologia. A pré-adolescência e adolescência são períodos críticos da manifestação do porão consciencial. Pela Invexologia, este processo é minimizado uma vez que o inversor procura libertar-se antecipadamente das imaturidades da Socin patológica.
Conscienciometria. Pela Conscienciometria, o estudo dos traços pessoais da personalidade permite a melhor compreensão de quais os trafores podem ser empregados na superação de trafares e como canalizar este esforço para melhorar o desempenho evolutivo pessoal. O ideal é a conscin engajada em tal proposta programar a queda dos trafares pelo emprego dos seus trafores máximos (Vieira, 1994).
Fórmula. A fórmula dos traços pessoais foi o que propiciou este autor começar a autoanálise. Nesta técnica distribui-se para as pessoas de convívio mais próximo duas folhas para que, os trafores da consciência em análise sejam listados na primeira e os trafares na segunda.
Cotejo. A partir da comparação entre os traços levantados durante o período de 3 anos, obteve-se o panorama de quais os trafares eram inibidores e quais os trafores os propulsores da proéxis pessoal, priorizando aquilo que é mais evolutivo.
Ganhos. De acordo com Vicenzi (2001), os ganhos secundários são compensações a qual a consciência se apega para protelar aquilo que é prioritário e são reforçados pelas 4 posturas abaixo listadas em ordem alfabética:

  • Autocorrupção. Evita trabalhar com o que é prioritário devido ao medo do autoenfrentamento ou da valorização de prazeres imediatos.
  • Comodismo. Lei do menor esforço. Evita mudanças. Escolhe sempre aquilo que já domina com facilidade.
  • Preservação da autoimagem. Evita exposição pública ou decisões mais impactantes do ponto de vista social. Não se compromete.
  • Vitimização. Reconhece as próprias carências, mas mantém a condição de vítima.

Depreciação. Para a consciência autocorrupta, é mais fácil depreciar-se em vez de assumir responsabilidades perante si, não valorizando devidamente as próprias conquistas, base da autoestima sadia (Vicenzi, 2001).
Autoestima. Assim, a autoestima debilitada, doentia, é gerada a partir das 10 variáveis listadas abaixo, influenciadas por auto e heteroassédios:

  • Autismo social. Acanhamento, fobia social e medo de relacionar-se.
  • Autoculpa. Autoculpa martirizante, inibidora do processo evolutivo.
  • Autoimagem. Autoimagem distorcida quanto à análise conscienciométrica.
  • Carência. Dependência afetiva patológica, Síndrome da Ectopia Afetiva.
  • Decidofobia. Medo de tomar decisões e de errar.
  • Insegurança. Falta de confiança na própria capacidade. Tendência à manipulação e submissão.
  • Melin. Sensação de frustração, desmotivação, apatia.
  • Murismo. Não comprometimento com nada que exija grandes esforços, exposição ou superação.
  • Perfeccionismo. Autoexigência exagerada, patológica, tendendo à falta de ação.
  • Trafarismo. Visão pessimista de si e do mundo, salientando os trafares.

Posturas. O resgate da autoestima e da autoconfiança ocorre, principalmente, através das 9 posturas abaixo:

  • Valor. Valorizar cada conquista e cada desafio como uma etapa a ser vencida.
  • Convivialidade sadia. Relacionar-se melhor com as consciências a sua volta.
  • Coragem. Não ter medo das decisões e desafios que surgem.
  • Exposição. Não ter medo de expor-se em público seja em reuniões, salas de aula ou diante de platéias. O processo de desintoxicação energética passa também pelo uso sadio do laringochacra (Valente 2004).
  • Holossoma. Buscar sempre o equilíbrio entre os veículos de manifestação da consciência (homeostase holossomática).
  • Interdependência. Valorizar as relações interpessoais a partir do princípio da interdependência sadia.
  • Priorização. Comprometer-se com aquilo que realmente traz ganhos evolutivos.
  • Traforismo. Construir uma visão realista e positiva de si atuando através do megatrafor (traforismo), evitando as manipulações e buscando a autonomia pensênica.
  • Vivência. Valorizar cada vivência pessoal como oportunidade de aprendizado e de auto e heteroassistência.

Imaturidade. Quanto mais cedo a conscin busca superar os desafios e imaturidades do período da infância, pré-adolescência e adolescência maior será seu ganho evolutivo quando sua atuação é calcada na Cosmoética.


ICs. Daí a importância de Instituições Conscienciocêntricas (e.g. Evolucin e Assinvéxis) na superação do período de porão consciencial decorrente ainda do restringimento intrafísico gerado pelo processo de ressoma.


Autoconhecimento. Conhecendo melhor a nós mesmos, podemos dinamizar nossas conquistas evolutivas sabendo onde trabalhar conosco e com nossos atributos para buscar a libertação das relações interconscienciais patológicas.

 

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